A memória do mar, da travessia para chegar em um lugar menos perigoso que a terra de origem é recorrente nas falas migrantes. O mar, de água e de areia, de montanha e abismo requer muito fôlego para ser atravessado, rasgado. A superfície desse lugar de passagem se assemelha à uma grande folha de papel, um todo plano que esconde e sustenta os corpos, os envolve. No confronto com o real, essa imagem de mar-papel se confunde com a situação dos sans-papiers na França, que passam dias a recolher papéis, documentos de sua existência, para provar que são, pois ao corpo migrante, marcado pelo rasgo de atravessar fronteiras, não se dá o direito de aparecer e mostrar suas cicatrizes. É disso que trata esta performance, à partir da simples ação de soprar uma folha de papel.
Projeto Rasgo, Bolsa Produção em Artes Visuais, Fundação Cultural de Curitiba
Pesquisa de doutorado Rasgo: a arte de engendrar espaços / PPG-ARTE UnB
Projeto Vidas Paralelas Migrantes Capes Cofecub Brasil / Universidade de Brasília
Artista / Pesquisadora
Claudia WASHINGTON

Performer
Sabrina LOPES
instagram.com/p/B1HLnzYlXt1/
iawashi.space
repositorio.unb.br/handle/10482/35293

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